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Orçamento da Colômbia para 2027 é invalidado e será aprovado por decreto
Orçamento da Colômbia para 2027 é invalidado e será aprovado por decreto / foto: Luis Acosta - AFP/Arquivos

Orçamento da Colômbia para 2027 é invalidado e será aprovado por decreto

O orçamento da Colômbia para 2027 foi invalidado nesta quarta-feira (21) devido a um erro durante a votação no Congresso e será aprovado pelo governo por meio de um decreto, anunciou o vice-presidente, José Manuel Restrepo.

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Na terça-feira, quando se esgotava o prazo para a discussão do documento, o Congresso aprovou um orçamento de cerca de 201 bilhões de dólares (1 trilhão de reais) em apoio ao governo de Abelardo de la Espriella. No entanto, por um erro, as duas Casas votaram projetos diferentes, o que acabou anulando a decisão.

"Este orçamento que vamos decretar hoje é o orçamento da verdade, que inclui, de fato, todas as despesas sociais e de funcionamento do Estado", declarou Restrepo.

A nova versão do orçamento mantém o montante total de 201 bilhões de dólares, mas altera algumas alocações de despesas.

No decreto do governo, desaparecem cerca de 950 milhões de dólares (4,7 bilhões de reais) adicionais destinados à saúde, assim como verbas para subsídios de eletricidade e gás e programas voltados para os idosos.

"Por serem apressados e medíocres, acabaram fazendo as coisas de forma errada. No desespero de aprovar o orçamento para Abelardo, atropelaram o trâmite legislativo", afirmou a senadora de esquerda Esmeralda Hernández, a primeira a denunciar o erro.

Segundo a senadora da oposição Jennifer Pedraza, o novo orçamento também exclui um artigo que obrigava o governo a apresentar relatórios trimestrais sobre a utilização de recursos no atendimento às vítimas de um terremoto devastador ocorrido em 10 de agosto.

A primeira-dama, Ana Lucía Pineda, está sob escrutínio devido à situação de doações milionárias feitas à sua fundação privada, destinadas às vítimas do terremoto.

Para Daniel Gómez, professor da Universidade de los Andes, os cofres do Estado não dispõem de recursos suficientes para viabilizar o orçamento do governo, sendo necessário um corte.

O texto em discussão no Congresso projetava um grave déficit fiscal para o próximo ano, equivalente a 9,4% do PIB, patamar semelhante ao do Brasil, o mais alto da América Latina.

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