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Messi volta a se refugiar com a seleção argentina durante 'dias difíceis'
Messi volta a se refugiar com a seleção argentina durante 'dias difíceis' / foto: JUAN MABROMATA - AFP

Messi volta a se refugiar com a seleção argentina durante 'dias difíceis'

Vinte anos depois, toda a Argentina ainda gira em torno de Lionel Messi. Sua simples presença inspira os atuais campeões mundiais a sonhar, mas agora é o próprio camisa 10 quem precisa de sua seleção, e do ecossistema construído para apoiá-lo, tanto dentro quanto fora de campo.

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A sexta Copa do Mundo do craque argentino tem sido uma mistura de emoções, mesmo que ele esteja prestes a disputar apenas sua segunda partida, nesta segunda-feira (22), contra a Áustria, cujo técnico, Ralf Rangnick, não vê "nenhuma" fraqueza na poderosa 'Albiceleste'.

Na estreia contra a Argélia, Messi mais uma vez encantou o mundo do futebol ao marcar um 'hat-trick', elevando sua marca na carreira em Copas do Mundo para 16 gols e igualando o recorde que antes pertencia exclusivamente ao alemão Miroslav Klose.

Ao simplesmente entrar em campo em Kansas City, o astro quebrou o recorde de maior número de Copas do Mundo disputadas. Ele fará 39 anos na quarta-feira e, cercado pela esposa e pelos três filhos, abraça o desafio emocionante de conduzir a 'Albiceleste' ao primeiro bicampeonato consecutivo desde que o Brasil de Pelé e Garrincha alcançou o feito entre 1958 e 1962.

Para isso, o grande capitão conta com um grupo de companheiros leais que o ajudam a lidar com a preocupação causada pelo delicado estado de saúde de seu pai.

"Passei por alguns dias difíceis e complicados", admitiu o próprio Messi, após se emocionar e chorar depois de seu primeiro gol contra a Argélia.

Mas ele se disse "grato a toda a delegação e aos meus companheiros, porque eles estiveram ao meu lado, como sempre", afirmou.

O elenco se uniu ainda mais em torno de seu líder quando as especulações na Argentina ganharam força, chegando ao ponto de a morte de Jorge Messi ser anunciada erroneamente em um canal de streaming. Ainda assim, Messi não perde o sorriso sempre que treina em campo com seus companheiros.

- Os melhores parceiros -

Messi serve como uma ponte entre duas gerações: uma que tantas vezes bateu na trave em busca da glória e outra que se tornou a equipe a ser batida após os triunfos nas Copas América de 2021 e 2024 e na Copa do Mundo de 2022, no Catar.

Onde técnicos experientes como José Pékerman e Gerardo Martino falharam, o estreante Lionel Scaloni encontrou a fórmula para maximizar o talento inigualável de Messi e libertá-lo das pressões que antes o sufocavam e que chegaram a fazê-lo cogitar a aposentadoria da seleção.

Companheiro de equipe do camisa 10 durante sua primeira campanha em Copas do Mundo, em 2006, Scaloni se empenha em garantir que Messi esteja sempre o mais confortável possível em campo, cercado por parceiros que buscam acioná-lo nas posições mais vantajosas.

De fato, o gol de abertura contra a Argélia surgiu de uma assistência de Rodrigo De Paul, seu melhor amigo no vestiário e companheiro constante nos treinos.

Do seu próprio campo de defesa, o também jogador do Inter Miami deu um passe preciso para Messi. Posicionado entre as linhas de meio-campo e defesa adversárias, o astro encontrou o espaço necessário para disparar um chute de pé esquerdo para o fundo da rede.

De Paul forma um triângulo no meio-campo ao lado de Enzo Fernández e Alexis Mac Allister, jogadores que aliam garra e habilidade técnica, todos com a missão de municiar o capitão.

"Estamos demonstrando isso através do nosso jogo: trocando passes, fazendo a bola circular de um lado para o outro e criando espaços para que o Leo possa receber a bola no terço final e fazer a mágica que ele sempre faz", disse Fernández.

- A 'aura' de Messi -

Mas, ainda mais valioso do que o plano tático, Messi agora joga ao lado de dez soldados dedicados que cresceram o idolatrando.

"Ele é meu ídolo desde criança. Obviamente, você quer se entrosar bem com ele, coordenar os movimentos e criar essa química", disse Julián Álvarez, seu parceiro de ataque, ao DAZN.

"Ele faz você querer ir para a guerra se ele pedir", afirmou De Paul.

O próprio Scaloni também foi questionado em Kansas City. Ao contrário de outras favoritas, como Espanha ou Inglaterra, o ambiente da 'Albiceleste' é impenetrável, e os membros da equipe só falam com a imprensa durante compromissos obrigatórios.

"Talvez ele tenha encontrado uma sensação de tranquilidade, saber que tem um grupo de amigos ao seu lado, pessoas que darão tudo por ele, que o veem como um deus, mas também como um cara comum do bairro", disse o técnico. "É preciso estar lá para sentir isso. A aura que se cria ao estar perto dele", acrescentou.

E quanto à Áustria? "É um adversário muito duro, com excelentes jogadores. Eles pressionam bem e jogam um estilo direto e vertical (...) Será uma partida complicada. Ambos vencemos nossos jogos de estreia, e isso pode ajudar a proporcionar um espetáculo melhor", disse Scaloni.

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