Espanha enfrenta Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo
Na cidade das estrelas e poucos quilômetros ao sul de Hollywood, a Espanha espera fazer uma partida de cinema contra a Bélgica para assegurar sua vaga nas semifinais da Copa do Mundo, onde a França já está garantida.
A atual campeã da Europa quer retomar a fama e a glória de seu último título no torneio, na África do Sul em 2010, e avançar às semifinais pela terceira vez - a primeira vez foi no Brasil em 1950.
Contra a Bélgica, também tem a possibilidade de se vingar de uma das lembranças mais dolorosas de seu passado, que remonta a 1986, quando foi eliminada pelos 'Diabos Vermelhos' na disputa de pênaltis das quartas de final.
Mas o status da seleção espanhola se transformou nos últimos 20 anos, com o Mundial de 2010, três títulos da Eurocopa (2008, 2012 e 2024) e uma Liga das Nações (2023) e, nesta sexta-feira (10), aparece como favorita contra a Bélgica.
Ambas as equipes seguiram caminhos parecidos, com uma primeira fase discreta e mata-matas em que vão crescendo à medida que avançam nas rodadas.
A Bélgica passou de estar virtualmente eliminada na fase de 16-avos, quando perdia por 2 a 0 aos 85 minutos e acabou virando na prorrogação, a disputar as quartas de final.
A Espanha não passou por tantos apertos, em grande parte devido à sua defesa. A 'Roja' é a única seleção do torneio que não tomou gols após cinco partidas. Mas os atacantes espanhóis terão pela frente um dos melhores goleiros do mundo, Thibaut Courtois.
"Somos a equipe e mais finaliza na competição, se não me engano, falta ser mais preciso... Mas chegamos muito e temos muita presença na área adversária. Somos uma equipe muito sólida, organizada e equilibrada, com capacidade para criar chances de gol", destacou na véspera o técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente.
E ele também elogiou sua estrela, o jovem Lamine Yamal, que ainda não brilhou como outros grandes jogadores: "O melhor Lamine ofensivamente ainda está por vir".
Mas os belgas afirmam estar prevenidos: "Ele tem muito talento no um contra um e será preciso ficar perto dele, com dois contra um, mas é difícil pará-lo", disse Courtois.
O técnico da Bélgica, Rudi Garcia, não descarta uma surpresa. "Sabemos que jogamos contra uma das equipes favoritas (...) Há 20 anos, a força desta equipe é o coletivo. A novidade é que agora eles estão mais sólidos do que antes, não levaram nenhum gol (...) Todo mundo nos considera eliminados, mas temos nossas qualidades".
O vencedor desta partida enfrentará a França na terça-feira, nos arredores de Dallas, após os 'Bleus' superarem o Marrocos por 2 a 0 na quinta-feira.
Kylian Mbappé, decidido a levar a Chuteira de Ouro de maior artilheiro do torneio, abriu o placar e seu companheiro Ousmane Dembélé completou a obra.
As outras duas vagas para as semifinais serão decididas no sábado com os vencedores do duelo entre Inglaterra e Noruega, um embate entre artilheiros com Harry Kane e Erling Haaland, e de Argentina-Suíça, no qual a seleção suíça tentará fazer o que ninguém conseguiu até agora: parar Lionel Messi.
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