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Trump acusa prefeito de Minneapolis de 'brincar com fogo' sobre imigração
Trump acusa prefeito de Minneapolis de 'brincar com fogo' sobre imigração / foto: ROBERTO SCHMIDT - AFP

Trump acusa prefeito de Minneapolis de 'brincar com fogo' sobre imigração

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o prefeito de Minneapolis, cidade onde dois cidadãos morreram por agentes federais de imigração, de que ele está "brincando com fogo" ao questionar sua política de imigração.

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A cidade de cerca de 400 mil habitantes permanece abalada pela morte de Alex Pretti, de 37 anos, baleado por agentes da Patrulha de Fronteira (CBP), após Renee Good, outra americana da mesma idade, ter sido morta por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em 7 de janeiro.

Embora o governo Trump tente amenizar a situação, o presidente atacou nesta quarta-feira o prefeito de Minneapolis, o democrata Jacob Frey, que declarou na terça-feira no X que "não aplica e não aplicará as leis federais de imigração".

"Será que alguém de seu círculo íntimo poderia explicar a ele que essa declaração constitui uma violação gravíssima da lei e que ele está BRINCANDO COM FOGO?", reagiu Trump em sua plataforma Truth Social.

A situação está sendo acompanhada de perto pelos aliados tradicionais de Washington no exterior.

"O que vi é obviamente preocupante", disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, dois dias depois de o chanceler alemão, Friedrich Merz, ter descrito o "nível de violência" nos Estados Unidos como "alarmante".

- "Abolir" o ICE -

A congressista democrata Ilhan Omar, nascida na Somália, figura proeminente da esquerda americana e alvo frequente dos ataques de Trump, foi agredida na noite de terça-feira durante um evento público por um homem que avançou contra ela e a atingiu com um líquido não identificado de odor fétido.

Omar saiu ilesa e continuou seu discurso. "Precisamos abolir a fiscalização da imigração de uma vez por todas", insistiu, exigindo a renúncia da secretária de Segurança Interna de Trump, Kristi Noem.

Diversos setores democratas se opõem ao envio de agentes federais encarregados de deter imigrantes em situação irregular, conforme prometido por Trump antes de sua reeleição. Segundo a oposição, isso contraria os princípios da democracia americana.

A impunidade com que agentes federais, muitas vezes mascarados, operam é motivo de preocupação. Um deles tentou entrar no consulado equatoriano em Minneapolis, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Equador, que, apesar de ser aliado de Washington, emitiu uma nota de protesto.

Além disso, um homem de 34 anos ficou ferido após uma troca de tiros com agentes da CBP no Arizona, estado que faz fronteira com o México, de acordo com autoridades locais.

As declarações de Trump nesta quarta-feira contrastam fortemente com sua aparente disposição, no dia anterior, em acalmar os ânimos.

Após descrever Pretti como um "assassino em potencial" no último fim de semana, o assessor presidencial Stephen Miller afirmou na terça-feira que as autoridades estavam investigando por que a equipe da CBP (...) poderia não ter seguido o protocolo.

Mais tarde, a Casa Branca pareceu recuar, declarando que se referia a "diretrizes gerais" para agentes de imigração, e não especificamente à morte de Pretti.

- "Insurgentes pagos" -

Vídeos analisados pela AFP e outros veículos de comunicação desmentem a alegação de que o enfermeiro, que tinha autorização legal para portar arma e nunca a sacou, havia ameaçado os policiais.

Dois policiais atiraram nele cinco segundos depois de um deles gritar: "Ele está armado!", de acordo com um relatório preliminar do Departamento de Segurança Interna apresentado ao Congresso e divulgado pela mídia americana.

Agora, Tom Homan, enviado presidencial, é quem lidera a operação anti-imigração, após a saída do chefe da Patrulha de Fronteira, Gregory Bovino.

"Bovino é muito bom, mas é um cara bem excêntrico", reconheceu o próprio Trump à Fox News.

"Em alguns casos, isso é bom. Talvez não fosse o caso aqui", afirmou, antes de alegar, sem provas, que os protestos em Minnesota haviam sido infiltrados por "insurgentes pagos".

Em Minnesota, uma juíza prometeu na segunda-feira uma decisão rápida sobre o pedido do procurador-geral do estado para suspender a operação contra imigrantes em situação irregular.

A Justiça também impediu a deportação de Liam "Conejo" Ramos, de 5 anos, e de seu pai equatoriano, que foram presos na semana passada. Uma foto do menino assustado, usando um chapéu azul com orelhas de coelho, viralizou.

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