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Ativista brasileiro Thiago Ávila está em Israel para ser interrogado
Ativista brasileiro Thiago Ávila está em Israel para ser interrogado / foto: YURI CORTEZ - AFP

Ativista brasileiro Thiago Ávila está em Israel para ser interrogado

O ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, interceptados na última quinta-feira quando se dirigiam com a flotilha Global Sumud rumo à Faixa de Gaza, já estão em Israel para serem interrogados, informou a chancelaria israelense neste sábado (2).

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"Chegaram a Israel. Serão transferidos a fim de serem interrogados pelas autoridades", acrescentou o ministério israelense das Relações Exteriores.

Na sexta-feira, Brasil e Espanha protestaram após vir à tona a informação de que os dois ativistas seriam enviados a Israel, que os acusa de ter vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA, na sigla em inglês), uma associação acusada pelos Estados Unidos e por Israel de trabalhar por conta do Hamas.

"Ambos receberão uma visita consular dos representantes de seus respectivos países em Israel", assinalou a chancelaria em uma postagem no X.

O ministério lembrou que a PCPA está sob sanções dos Estados Unidos e acrescentou que Abu Keshek é "um membro de destaque", e que Ávila "trabalha" com a mesma e é "suspeito de atividades ilegais".

Em seu site na internet, o Departamento do Tesouro americano afirmou, em janeiro, ao anunciar as sanções contra a PCPA, que esta está por trás da expedição de outra flotilha, que em outubro tentou romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza, e que também foi interceptada pelas forças israelenses.

O Tesouro americano sustenta que esta organização tem como objetivo que o Hamas "expanda clandestinamente sua influência política, por meio de um grupo que supostamente representa os interesses da diáspora palestina".

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek faziam parte da flotilha humanitária Global Sumud que, com mais de 50 embarcações, partiu de diferentes portos de Itália, França e Espanha rumo a Gaza.

As forças israelenses interceptaram, na quinta-feira, mais de 20 embarcações e com elas, 175 ativistas.

Todos eles, com exceção do brasileiro e do espanhol-palestino, foram levados na sexta-feira para a ilha de Creta pela guarda-costeira grega, para serem devolvidos a seus respectivos países.

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