Ataques russos contra instalações civis na Ucrânia deixam ao menos sete mortos
Pelo menos sete pessoas morreram, nesta quarta-feira (23), em novos bombardeios russos na Ucrânia, que atingiram principalmente a infraestrutura de transportes ferroviário e marítimo, provocando incêndios em Kiev.
A capital ucraniana, com cerca de três milhões de habitantes, tem sido alvo de bombardeios com drones há vários dias, em meio a uma intensificação dos ataques de longo alcance por parte de ambos os lados na linha de frente.
Nesta quarta-feira, pelo menos duas pessoas morreram em Kiev e outras 41 ficaram feridas em bombardeios que danificaram, entre outros locais, um posto de gasolina, um centro comercial e várias lojas, segundo as autoridades municipais.
O diretor do serviço de ferrovias do país, Oleksandr Pertsovsky, informou que a rede ferroviária de Kiev estava "sob fogo" e pediu aos passageiros "máxima vigilância".
As explosões foram ouvidas durante toda a noite e ao longo do dia, com colunas de fumaça que podiam ser vistas em vários bairros da cidade.
O presidente Volodimir Zelensky acusa a Rússia de tentar "paralisar a economia e destruir a vida das pessoas".
Na região de Odessa, no sul, um ataque russo atingiu um cargueiro com bandeira de Antígua e Barbuda e matou seu capitão ucraniano, informou o governador Oleg Kiper.
O ataque também visou diversas instalações civis e provocou vários incêndios em armazéns que estocam medicamentos e alimentos, afirmou o governador no Telegram.
O Ministério russo da Defesa, por sua vez, afirmou ter atacado um navio de carga que transportava "remessas de uso militar" para o porto de Odessa, assim como um armazém de componentes para drones em uma localidade da região.
A intensificação dos ataques russos neste ano provocou o bloqueio quase total das exportações ucranianas pelo Mar Negro, o que provocou graves prejuízos à economia do país.
Pelo menos 226 navios civis e comerciais foram atingidos no Mar Negro desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, segundo a Câmara de Comércio Marítimo da Turquia, Imeak.
Quase 70% (dos 163 ataques) aconteceram nos primeiros oito meses deste ano.
姜-A.Jiāng--THT-士蔑報