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Brasil e EUA têm reunião comercial com crise tarifária como pano de fundo
Brasil e EUA têm reunião comercial com crise tarifária como pano de fundo / foto: Jim Watson - AFP/Arquivos

Brasil e EUA têm reunião comercial com crise tarifária como pano de fundo

Brasil e Estados Unidos tiveram uma reunião presencial "construtiva" nesta quarta-feira (30), em meio à crise das tarifas impostas por Washington e às vésperas das eleições presidenciais brasileiras, informou o Itamaraty.

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O governo de Donald Trump aplicou em julho duas rodadas de tarifas a vários produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais e outras infrações, que Brasília nega.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou os Estados Unidos de tentar interferir na eleição de domingo (4), na qual busca a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), aliado de Trump.

Os ministros das Relações Exteriores e do Comércio, Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, se reuniram com o representante comercial americano, Jamieson Greer, à margem do encontro dos ministros do Comércio do G20 em Milwaukee, nos Estados Unidos.

A reunião foi "construtiva, com discussão dos principais temas da agenda comercial bilateral", segundo nota do Itamaraty.

As duas partes "manifestaram disposição de trabalhar de forma célere na busca de um entendimento mutuamente satisfatório".

Segundo o ministério das Relações Exteriores, o governo americano enviará nas próximas semanas uma proposta de trabalho para as negociações, "contemplando questões tarifárias e não tarifárias".

Este foi o primeiro encontro presencial entre as duas partes desde a aplicação das tarifas, em julho.

Lula, de 80 anos, conversou por telefone com Trump em agosto por mais de uma hora, em tom "amistoso" e "cordial", segundo o governo.

As tensões entre Brasília e Washington se arrastam desde 2025, quando os Estados Unidos impuseram um primeiro 'tarifaço' a produtos brasileiros em retaliação ao julgamento de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Até agora, Trump não declarou apoio explícito ao filho de seu aliado na eleição, embora tenha recebido Flávio Bolsonaro este ano para um encontro privado na Casa Branca.

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