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EAU investiga possível pista 'terrorista' após incidente em voo para Israel
EAU investiga possível pista 'terrorista' após incidente em voo para Israel / foto: Jack GUEZ - AFP

EAU investiga possível pista 'terrorista' após incidente em voo para Israel

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram nesta quinta-feira (1) que abriram uma investigação para apurar se o suposto ataque ocorrido na véspera a bordo de um avião da companhia flydubai, que seguia para Tel Aviv, era de natureza "terrorista", como afirma Israel.

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Segundo os relatos dos passageiros e as declarações das autoridades israelenses, um dos pilotos esfaqueou o outro para tentar derrubar o avião, que perdeu altitude repentinamente. Uma tragédia que foi evitada porque vários passageiros invadiram a cabine de comando e imobilizaram o agressor.

Os 174 passageiros do avião, 166 deles israelenses, estão sãos e salvos.

O piloto ferido, de nacionalidade indiana, foi hospitalizado na Arábia Saudita. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exaltou seu "incrível ato de heroísmo" e também elogiou os passageiros que correram em seu auxílio, ao afirmar que impediram um desastre que poderia ter um "alcance mundial".

"O comandante Smit Machchhar é um HERÓI", publicou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, nas redes sociais.

- Investigação aberta -

"A equipe de investigação começou a trabalhar sobre o incidente, em coordenação com a Autoridade Geral de Aviação Civil e os órgãos competentes, para determinar em que medida poderia estar vinculado a uma atividade ou tentativa terrorista", informou a agência de notícias oficial dos Emirados, WAM, que citou o procurador-geral do país.

Na quarta-feira, as autoridades israelenses classificaram o incidente como uma "tentativa de ataque terrorista jihadista", que tinha como alvos, em particular, os Emirados e os Acordos de Abraão, um pacto firmado em 2020 para normalizar as relações entre Israel e os países árabes.

Netanyahu declarou que era "muito cedo para dizer" quem poderia estar por trás, mas garantiu que está "em contato constante" com as autoridades sauditas, que estão interrogando — segundo ele — o copiloto incriminado.

Até o momento, Riade não se manifestou publicamente sobre o caso. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que falou com o primeiro-ministro israelense, mostrou-se ambíguo e comentou que o copiloto poderia ser "um terrorista ou talvez um louco".

Por sua vez, a companhia aérea flydubai pediu que as pessoas "evitem especulações prematuras" e ressaltou que as razões do desentendimento entre os dois pilotos são "desconhecidas" no momento.

A empresa suspendeu os voos com pouso e decolagem em Israel durante a investigação.

- Gritos e sangue -

Ao chegar a Tel Aviv, os passageiros relataram um voo "aterrorizante". "Ouvimos gritos no avião. Depois abriram a cabine e viram sangue, e que alguém havia esfaqueado o piloto", afirmou uma passageira em uma mensagem de texto enviada a um canal de televisão israelense.

Segundo os dados do site Flightradar24, a aeronave perdeu altitude bruscamente durante o voo, passando de cerca de 34.000 pés para menos de 17.000 pés em um minuto, uma queda de mais de 4.000 metros.

Um vídeo gravado a bordo do avião e transmitido pelo veículo israelense Ynet mostra um homem com a cabeça ensanguentada pedindo ajuda, pouco antes do pouso da aeronave em Tabuk, no sudeste da Arábia Saudita.

Após uma espera de várias horas, os passageiros finalmente puderam embarcar em outro avião da flydubai que os levou para Tel Aviv.

Israel queria enviar aviões para repatriar os passageiros, mas a Arábia Saudita, que não mantém relações com o país, rejeitou o pedido, informou uma fonte saudita que acompanha o caso.

"Eles pediram para enviar aviões militares, dois ou três, diretamente ao aeroporto de Tabuk", disse a fonte à AFP. "O pedido foi negado (...) Depois pediram para enviar um avião comercial, isso também foi rejeitado", acrescentou.

Segundo a fonte, o diálogo entre os dois países aconteceu com a mediação dos Emirados Árabes Unidos.

De modo geral, não são autorizados voos diretos entre Israel e a Arábia Saudita, embora o reino autorize, desde 2022, que aviões com origem ou destino a Israel transitem por seu espaço aéreo.

Em 2020, a Arábia Saudita iniciou negociações diplomáticas com Israel, mas suspendeu o processo devido à guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do movimento islamista palestino Hamas em território israelense em 7 de outubro de 2023.

Desde então, o governo saudita insiste que condicionará qualquer reconhecimento de Israel a um processo confiável e irreversível que leve à criação de um Estado palestino.

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