The Hong Kong Telegraph - Brasil elegeu Congresso que pode conceder anistia a Jair Bolsonaro

Hong Kong -

NAS NOTíCIAS

Brasil elegeu Congresso que pode conceder anistia a Jair Bolsonaro
Brasil elegeu Congresso que pode conceder anistia a Jair Bolsonaro / foto: Sergio Lima - AFP

Brasil elegeu Congresso que pode conceder anistia a Jair Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) decidirão a Presidência em um segundo turno, mas outra batalha já foi definida neste domingo: as urnas resultaram em um Congresso de maioria conservadora e favorável a conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentar aplicar um golpe de Estado.

Tamanho do texto:

O Partido Liberal, de Flávio, garantiu 19 das 54 cadeiras em disputa no Senado e tornou-se, assim, a maior força da casa, embora sem alcançar a maioria do total de 81 senadores.

Na Câmara dos Deputados, o PL também foi o partido com melhor desempenho, saindo da eleição com pelo menos 85 das 513 cadeiras asseguradas.

- Anistia -

Essa correlação de forças pode ser determinante para aprovar uma lei de anistia que Flávio prometeu impulsionar.

A medida poderia tirar da prisão domiciliar seu pai, condenado a mais de 27 anos de prisão por uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições para Lula em 2022.

Também beneficiaria centenas de manifestantes condenados pela invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, em janeiro de 2023, episódio considerado pela Justiça como parte da mesma trama golpista.

"Vamos libertar os presos políticos do 8 de janeiro", disse à AFP Lúcia Barros, uma empresária aposentada de 72 anos, no comitê de campanha em Brasília onde o candidato fez seu discurso em tom de vitória.

O clã Bolsonaro saiu fortalecido. Michelle e Carlos Bolsonaro, esposa e segundo filho do ex-presidente, conquistaram cadeiras no Senado pelo Distrito Federal e por Santa Catarina, respectivamente.

Jair Renan Bolsonaro, o filho homem mais novo, foi eleito deputado federal por Santa Catarina.

Enquanto isso, várias apostas de Lula para a Câmara Alta fracassaram, como as ex-ministras do Meio Ambiente e do Planejamento, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que perderam no estado de São Paulo para candidatos bolsonaristas.

- Revanche no Supremo? -

Dezenas de pedidos para destituir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que conduziu o processo contra Jair Bolsonaro, aguardam tramitação no Senado.

Até agora, a presidência da Câmara Alta tem barrado essas iniciativas, mas o Senado renovado elegerá um novo presidente em fevereiro.

A destituição de um ministro exige 54 dos 81 votos. Com cerca de 50 senadores, a coalizão conservadora aproxima-se desse patamar.

Flávio Bolsonaro defende um processo de impeachment contra Moraes.

O Senado também aprova ou rejeita as indicações do presidente para o STF. Quem vencer o segundo turno poderá indicar quatro de seus 11 integrantes.

- São Paulo e Rio se mantêm à direita -

Em São Paulo, o governador de direita Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito no primeiro turno com 62% dos votos.

Ex-ministro de Bolsonaro e considerado um futuro presidenciável, ele venceu pela segunda vez consecutiva Fernando Haddad (36%) do PT, ex-ministro de Lula.

O estado do Rio de Janeiro também trouxe uma notícia ruim para o presidente.

Seu candidato ao governo, Eduardo Paes (PSD), ficou com 42% dos votos, atrás do candidato bolsonarista Douglas Ruas (PL), que alcançou 49% e chega como favorito para o segundo turno, em 25 de outubro.

張-H.Zhāng--THT-士蔑報