Elite governante da China inicia reunião crucial sobre a liderança do país
O presidente Xi Jinping e outros dirigentes de alto escalão da China iniciaram nesta segunda-feira (26), em Pequim, uma reunião observada por analistas em busca de sinais sobre a orientação do país e seus futuros líderes.
Quase 300 membros do Comitê Central do Partido Comunista participam da reunião, denominada quinto plenário, que pretende reforçar a disciplina em suas fileiras, segundo a imprensa estatal.
O plano inclui medidas para reduzir a corrupção e tornar os militantes mais eficazes e leais.
Xi abriu a reunião com a apresentação de um projeto de resolução do Comitê Central do partido que "estabelece planos estratégicos para o fortalecimento da plena e rigorosa autogovernança do partido", publicou a agência estatal de notícias Xinhua.
Pouco será divulgado sobre a reunião, que acontece a portas fechadas e sob rígidas medidas de segurança, antes de seu encerramento na quinta-feira.
O quinto plenário acontece antes do congresso do partido em 2027, quando, segundo as previsões, Xi, de 73 anos, obterá um histórico quarto mandato consecutivo.
Os plenários anteriores representaram momentos cruciais para que Xi consolidasse sua autoridade.
O presidente chinês trava uma guerra de 14 anos contra a corrupção, na qual expurgou milhares de funcionários, incluindo dezenas de membros do Comitê Central.
A imprensa estatal publicou um artigo antes da reunião, baseado em um discurso pronunciado por Xi em janeiro, no qual ele atacou funcionários "de duas caras" que parecem cumprir as diretrizes centrais enquanto "resistem internamente" e são "politicamente oportunistas".
Analistas disseram à AFP que Xi busca maximizar a eficiência e a lealdade entre os militantes ao impor mais supervisão e regras.
Porém, como resultado dos expurgos, o plenário deste ano terá a menor participação desde a morte do líder comunista Mao Tsé-Tung, em 1976.
Oito cadeiras do Comitê Central permanecem vagas e outros 15 membros estão sob investigação, o que representa o risco de substituição.
As discussões acontecem em um momento difícil para a segunda maior economia do mundo, que luta para reativar o frágil consumo interno e a prolongada crise no setor imobiliário.
Também pesam sobre os dirigentes chineses a turbulência política e as relações econômicas tensas com os Estados Unidos.
As autoridades devem divulgar um resumo dos resultados ao final do encontro.
喬-H.Qiáo--THT-士蔑報