Papa será operado nos próximos dias para retirar nódulo do pulmão
O papa Leão XIV anunciou neste domingo (11) que passará por uma intervenção cirúrgica "nos próximos dias" para extirpar um nódulo "localizado no pulmão", que foi detectado em um estágio inicial.
"Recentemente, durante alguns exames, os médicos detectaram um nódulo localizado no pulmão. Foi identificado em um estágio muito inicial e está bem localizado", afirmou o papa, de 71 anos, ao término da oração do Ângelus.
"Os médicos consideram conveniente intervir e, portanto, seguindo os conselhos deles, decidi submeter-me a uma operação para removê-lo", acrescentou na Praça de São Pedro.
"A intervenção já está programada para os próximos dias", afirmou o líder dos 1,4 bilhão de católicos do mundo, poucas semanas antes de uma viagem pela América Latina.
O departamento de imprensa do Vaticano explicou que o pontífice precisará de aproximadamente uma semana para se recuperar da operação.
A Santa Sé não informou se a cirurgia vai modificar a agenda internacional do papa americano, que tem uma viagem programada de 6 a 17 de novembro ao Uruguai, Argentina e Peru.
Antes de anunciar a operação, Leão XIV saudou, ao final da oração do Ângelus, os membros da Irmandade do Senhor dos Milagres de Roma, uma das principais associações católicas peruanas.
- "Obrigado por vossas orações" -
"Obrigado por vossas orações por ocasião da visita pastoral que farei ao Peru", declarou o papa, dando a entender que a viagem está confirmada.
Robert Francis Prevost nasceu em Chicago, mas passou mais de 20 anos no Peru, país do qual também tem nacionalidade.
Em maio de 2025, tornou-se o primeiro papa nascido nos Estados Unidos, após o falecimento de seu antecessor, o argentino Francisco, em 21 de abril de 2025, aos 88 anos.
Francisco passou várias semanas no hospital Gemelli, em Roma, onde tradicionalmente os papas recebem tratamento médico.
Mais discreto que o predecessor, Robert Francis Prevost impôs-se como líder com um estilo próprio. Leão XIV eleva a voz em defesa dos migrantes e contra as guerras e faz advertências sobre os perigos da inteligência artificial.
Após o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro, o papa criticou diversas vezes este conflito. Ele condenou a ameaça do presidente americano Donald Trump de destruir a República Islâmica.
Trump criticou o pontífice, a quem chamou de "fraco diante da criminalidade e péssimo em política externa". Leão XIV respondeu que tinha o "dever moral de erguer a voz".
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, saiu então em sua defesa e, neste domingo, expressou ao Santo Padre sua "solidariedade pessoal, assim como a do governo italiano, diante da provação que enfrentará nos próximos dias".
"A serenidade e a tranquilidade com que falou sobre isso durante o Ângelus de hoje nos tranquilizam", acrescentou Meloni em um comunicado.
Este é o primeiro susto de saúde para o papa Leão XIV após 16 meses de ritmo vertiginoso, embora ele tente manter um equilíbrio com sua vida privada.
Ele é fã de tênis e natação e dedica as terças-feiras, seu dia de descanso semanal em Castel Gandolfo, a atividades esportivas, a ligações privadas e à leitura.
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